Gênero
Comédia
Temporada
Estreia dia 11 de outubro a 16 de novembro de 2025
Dias
Sexta às 21h00, Sábado às 20h00 e domingo às 17h00
Duração
90 minutos
Indicação de faixa etária
Livre
Local
TUCA – Teatro da PUC-SP
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Capacidade
672 lugares
NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA NO TEATRO PORTANDO, ALIMENTOS OU OUTRAS BEBIDAS.
Vendas
Pela Internet: Sympla
(aceita todos os cartões de crédito)
Horários de funcionamento da bilheteria:
De terça a sábado das 14h às 20h
Domingos das 14h às 18h.
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Estacionamentos conveniados:
MultiPark – Rua Monte Alegre, 961 – R$30,00 –
MJS Serviços / Valet Valet : SEXTA, SÁBADO E DOMINGO, R$50,00.
Sobre o espetáculo
Adaptação do clássico de Artur Azevedo chega a São Paulo no TUCA para curta temporada - ‘Os Mambembes’, direção de Emílio de Mello e Gustavo Guenzburger, com Claudia Abreu, Deborah Evelyn, Jui Huang, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti
A montagem estreia dia 11 de outubro, no TUCA, em uma curta temporada, sempre às sextas 21h, sábados 20h e domingo 17h.
O ator-empresário Frazão convida Laudelina Pires, uma jovem e talentosa atriz amadora, para ser a primeira-dama de sua companhia itinerante. Ao saírem em turnê pelo interior do país, os artistas se deparam com o Brasil dos coronéis, e passam a depender da boa vontade dos poderes locais para o sucesso de sua viagem. Com a alegria e a agilidade de uma comédia sobre rodas, oS MambembeS convidam a todos para uma viagem ao mundo do teatro, um mundo em que jogo, trabalho e divertimento podem significar uma coisa só.
Uma adaptação da comédia clássica escrita pelo autor maranhense Artur Azevedo, que conta as aventuras de uma trupe mambembe viajando pelo Brasil. Essa história é vivida por um elenco de talentos consagrados composto por Cláudia Abreu, Deborah Evelyn, Jui Huang, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti, acompanhados pelo músico Caio Padilha. Na concepção contemporânea de Emílio de Mello, que divide a direção do espetáculo com Gustavo Guenzburger, a vida imita a cena, pois oS MambembeS caem na estrada, literalmente. Desde novembro de 2024 já percorreram o Maranhão, Pará, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 35 apresentações, já alcançaram um público estimado em mais de 30 mil pessoas. Criada originalmente para ser encenada em ruas, praças e parques, a peça ganhou uma nova versão para salas de espetáculo. É com ela que oS mambembeS tiveram a honra de abrir a 33ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em março deste ano, e que também será apresentada na nova temporada no TUCA.
1904 • O tropeço
Em 1904 o texto de Artur Azevedo foi exaltado pela crítica e pelos intelectuais que, como o próprio autor, ajudaram a inaugurar a Academia Brasileira de Letras. Mas as multidões que costumavam disputar os ingressos dos outros musicais de Artur Azevedo não aceitaram de cara o refinamento do novo tipo de comédia musical proposta em ‘O mambembe’, e o espetáculo teve que fechar as portas depois de poucas apresentações. Assim como aconteceu com ‘O Rei da Vela’ de Oswald de Andrade, ‘O mambembe’ também se tornaria um marco do teatro brasileiro, mas apenas meio século depois de escrito.
1959 • A glória
Em 1959, o grupo do Teatro dos Sete escolhe O mambembe para fazer sua estreia, no mesmo Teatro Municipal sonhado por Artur Azevedo. Essa montagem marcou um dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro. Recolocou Artur Azevedo no rol dos grandes dramaturgos nacionais e marcou a carreira de uma geração de artistas do chamado teatro brasileiro moderno. O italiano Gianni Ratto foi o responsável pela encenação estilizante e refinada do musical. Os atores do grupo Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Ítalo Rossi lideraram o elenco, que contava com cerca de outros 40 artistas contratados. O público ficou encantado com o que viu e lotou dezenas de milhares de cadeiras, em seis meses de temporada, transformando O mambembe definitivamente em um clássico da nossa dramaturgia.
2024 e 2025 • A estrada
Cláudia Abreu e Emílio de Mello planejavam uma empreitada conjunta há muito tempo, e viram no texto de Artur Azevedo a chance de produzirem um espetáculo falando sobre teatro. Em algumas semanas, Cláudia e Emílio já estavam realizando leituras com atores amigos, nessa hora surgiram os primeiros desafios: como encenar com apenas seis atores um texto que tem 80 personagens, linguagem do século XIX e estrutura de um grande musical em três atos? Foram necessários oito meses de trabalho na adaptação do texto original, realizada por Emílio em parceria com o dramaturgo Daniel Belmonte e o diretor e pesquisador Gustavo Guenzburger. Gustavo também foi convidado por Emílio a dividir com ele a direção do espetáculo.
Reuniu-se então um elenco de amigos, artistas com longa carreira de teatro que já trabalharam muitas vezes juntos e que teriam disposição para encarar com bom humor os percalços de um teatro itinerante. Essa rede de amizades e conhecimentos teatrais acabaram sendo fundamentais para que a trupe de oS mambembeS pudesse transformar em criação teatral os desafios de uma encenação verdadeiramente contemporânea para o clássico de Artur Azevedo. O revezamento entre intérpretes e personagens é central nessa proposta. Alguns personagens, por exemplo, são representados por quatro ou cinco atores e atrizes ao longo da peça. Mais do que viabilizar a montagem, a troca de papéis estabelece uma linguagem de jogo e liberdade criativa que define o tipo de teatro que se deseja homenagear.
“Montar O Mambembe com amigos queridos era um sonho antigo. Uma celebração ao teatro e à alegria de atuar”, afirma Claudia Abreu, idealizadora do projeto com o diretor Emílio de Mello, que acrescenta: “O Mambemde é um clássico brasileiro. Fizemos um espetáculo pensando no público em geral, seja ele popular, sofisticado e de todas as idades.”
O espetáculo articula ainda diversas camadas de tempo e de estilos teatrais. A farsa, a commedia dell’arte, o realismo tchekoviano, a desconstrução do aqui agora, programa de auditório, melodrama, metalinguagem – todas as ferramentas que os atores puderem dispor estarão sendo manejadas na tarefa de destrinchar com olhos de hoje o clássico de Artur Azevedo. “Os Mambembes é um CONFRARIA Artística muito feliz!”, completa o diretor.
Ficha Técnica
Idealização do Projeto: Cláudia Abreu e Emílio de Mello
Texto: Artur Azevedo e José Piza
Adaptação dramatúrgica: Daniel Belmonte, Emílio de Mello e Gustavo Guenzburguer
Direção geral: Emílio de Mello
Direção: Emílio de Mello e Gustavo Guenzburguer
Elenco: Cláudia Abreu, Debora Evelyn, Jui Huang, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti
Direção Musical e Músico: Caio Padilha
Direção de Movimento: Cristina Moura
Cenografia: Marcelo Escañuela
Figurino: Marcelo Olinto
Iluminação: Nadja Naira
Caracterização: Mona Magalhães
Fotos: Elisa Maciel
Assessoria de Imprensa: Vanessa Cardoso e Daniella Cavalcanti
Direção de Produção: Dadá Maia e Arlindo Bezerra
Informações para imprensa
Factoria Comunicação
Vanessa Cardoso – 21 98235-8685 •
vanessa@factoriacomunicacao.com
Daniella Cavalcanti – 21 98876-9660 •
daniellacavalcanti@gmail.com